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Cristo, nossa Páscoa!









O termo páscoa em português vem do hebraico pessach, que significa basicamente “passagem”. A páscoa foi designada por Deus a Israel como festa solene e perpétua, com a finalidade de trazer a memória os fatos e acontecimentos pertinentes ao êxodo dos filhos de Israel do Egito, onde permaneceram como escravos por cerca de 400 anos, levando-os assim a refletir o amor, a misericórdia, o poder e a justiça de Deus.

Mas, porque passagem? Em primeiro lugar, o êxodo dos israelitas do Egito transformou-se na ponte para a vida em liberdade. Como escravos do poderoso faraó, considerado em sua época um deus-homem, os filhos de Deus passaram a clamar pelo cumprimento das promessas que Deus havia feito aos seus ancestrais de conduzi-los a uma terra boa. Atendendo Deus ao clamor dos seus filhos, determina que saiam da terra da escravidão após grandiosas demonstrações de seu poder a faraó através de Moisés, conduze-os pela passagem pelo meio do Mar Vermelho, derruba seus inimigos impertinentes e lhes entrega o direito de possuírem uma terra abençoada – a passagem da escravidão para a liberdade.

Em segundo lugar, vem relembrar o livramento de Deus aos seus filhos do destruidor. Na noite da páscoa, Deus enviou de sua parte o anjo destruidor para tirar a vida dos primogênitos de todas as famílias egípcias e de faraó como punição pela imposição de não deixá-los sair. Porém, das famílias dos filhos de Israel concentradas em Gosém, nenhum primogênito foi ferido, pois o povo de Deus inclinou-se a cumprir a proposta de Deus como preparação para deixar a terra da escravidão, aspergindo nos umbrais de suas portas o sangue do cordeiro sacrificado – o livramento da passagem do destruidor.

A páscoa como festa solene do Senhor deveria ser realizada todos os anos por todas as gerações, e em Êxodo cap. 12 e Levítico cap. 23 a bíblia descreve em detalhes como a festa deveria ser observada. Em nossos dias, é uma das mais importantes festas religiosas e cívicas em Israel, e, por seu calendário ser diferente do nosso, é celebrada no mês de Nissan.

A Páscoa cristã

A páscoa não é simplesmente uma festa judaica: é também uma festa cristã, e sua relação com a vida, morte e ressurreição de Cristo é tão harmônica que nos leva a conclusão de que Deus, ao determinar a sua celebração, tinha como intenção apontar para Cristo como o cordeiro imaculado de Deus. Em outras palavras, a Páscoa judaica não passava de um símbolo ou tipo da redenção da humanidade através de Cristo. Pra nós cristãos, Cristo é a nossa páscoa, pois de forma semelhante aos israelitas que deixaram a escravidão para viverem em liberdade em sua própria terra, assim também abandonamos a vida escrava dos pecados e da descomunhão espiritual passando a viver livres e em novidade de vida através do sacrifício do cordeiro pascal imolado por toda humanidade: O Senhor Jesus Cristo.

Paralelos entre a Páscoa e Jesus Cristo

Segundo a tradição judaica, os cordeiros para o sacrifício da páscoa deveriam ser executados a partir das três horas da tarde. De forma esplêndida sabemos que foi exatamente as três horas da tarde que Cristo entregou seu espírito ao Pai, concluindo o sacrifício através de sua morte vicária.

O elemento mais importante do cordeiro pascal no Egito foi o sangue, que deveria ser aspergido sobre os umbrais das casas. Segundo relata a bíblia em Ex. 12:13, o sinal do sangue seria a marca que distinguiria os israelitas dos egípcios quando o destruidor passasse sobre eles. Era como uma inscrição com os seguintes dizeres “Aqui já houve julgamento!”. Ao derramar o seu sangue por nós, Jesus Cristo nos livrou do destruidor de nossas almas, “... pois também Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado...” (1 Co. 5:7) Esse fato vem confirmar as palavras do profeta Isaias, quando disse no cap. 53, v. 5 que o “castigo que nos traz a paz estava sobre ele...”

Após espargir o sangue do cordeiro imolado sobre os umbrais das portas, a ordem era enfática: “...nenhum de vós saia da porta de sua casa até a manhã...” (Êx. 12:22). A segurança dos israelitas naquela noite dependeria exclusivamente de sua obediência as ordens recebidas de Deus, pois somente a sua observância garantiria livramento. Nesta nova aliança, a única maneira de se manter seguro e livre dos males espirituais que estão constantemente ao nosso redor é obedecer a Cristo, e manter-se ligado a Ele, permanecendo em sua palavra.

Páscoa nos dias atuais – uma festa permeada de símbolos pagãos

Coelhos e Ovos de Páscoa surgiram de fato como símbolos pagãos, que acabaram por se integrar a festa cristã. A tradição de presentear com ovos é muito antiga. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - lá eles têm até nome, pêssanka - em celebração à chegada da primavera.

Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-os com beterrabas.

Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.

Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.

Os cristãos acabaram apropriando-se da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus. O Concílio de Nicéia, realizado em 325 d.C., estabeleceu o culto à data da páscoa. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.

Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro.

Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a idéia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maia e Asteca. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole.
"Volta a nós, ó nossa Páscoa, teu semblante redivivo e permita que, sob teu constante olhar, sejamos renovados por atitude..."
Desejo a todos amigos e irmãos internautas e blogueiros uma Feliz Páscoa!!!

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