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A Copa e o Campeão [3]

ÚLTIMA PARTE 

As regras do jogo

Todos os jogadores devem obedecer às regras e jogar segundo as normas. Quem faz uma falta ou reclama injustamente durante o jogo recebe cartão amarelo. Se a infração for mais pesada, o jogador recebe cartão vermelho e é expulso de campo. Por isso, todos os jogadores precisam conhecer todas as regras, para que a equipe vença. Uma falha pode afetar o resultado final.

As regras para os cristãos estão na Bíblia, a infalível Palavra de Deus. Portanto, é de extrema importância ler e estudar o que ela diz. Mas igualmente importante é obedecer e cumprir o que ela ordena. Essa obediência deve ser exata, sem desvios. Quantos prejuízos já houve porque os crentes se afastaram dos parâmetros bíblicos! Muitos "capitães" de equipe, que não se atem às declarações bíblicas ou que arrancam textos de seu contexto, transformaram seus liderados em seitas e infiltraram heresias na igreja.

Membros de igrejas também são advertidos ou disciplinados quando suas vidas não estão de acordo com a Palavra de Deus, quando conhecem as regras, mas vivem como se não as conhecessem ou estão em franca rebelião contra elas. Mas graças a Deus pelo Seu perdão! Seu amor sempre permite um novo começo, de acordo com Sua Palavra! Na Carta aos Colossenses somos exortados: "Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal, e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus" (Cl 2.18-19). Também está escrito em 2 Timóteo 3.1ó: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça".

O treinamento diário

O treinamento também é vital. Cada jogador é convocado a comparecer regularmente aos treinos e não deve ficar preguiçosamente em casa ou seguindo outros compromissos. Quem quer entrar no jogo precisa treinar, e quem treina mantém seu condicionamento, sendo útil ao time.

Aplicando esse aspecto à Igreja de Jesus, deveríamos estar presentes em todos os cultos e reuniões de oração e de estudo bíblico. Nesse "treinamento em equipe", aprendendo da Palavra de Deus, somos levados a nos centrar em Jesus e nos mantemos espiritualmente sadios. O "treinamento" cristão nos fortifica, desperta dons e capacidades, corrige erros e previne fraquezas. Durante o treinamento, muitas vezes percebemos qual a melhor posição para cada um dentro da equipe, que lugar devemos ocupar e que incumbências cabem a cada um. Nosso treinador é o Espírito Santo, que inspirou a Palavra de Deus, que nos esclarece seu conteúdo e nos conduz ao alvo. Outro aspecto de nosso treinamento diz respeito ao Arrebatamento, que está próximo e é chamado de Dia de Jesus Cristo. Em relação a esse dia somos exortados pela Palavra: "Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimular ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima" (Hb 10.24-25).

A União

União e espírito de equipe são muito importantes para um time. Muitos jogos já foram perdidos porque os jogadores não estavam dispostos a ajudar uns aos outros e o time não era coeso. Em muitos campeonatos já vimos que as equipes mais unidas foram mais longe. Quando um ajuda ao outro, quando um corrige os erros do outro e se empenha pessoalmente pela equipe, as chances de vitória são maiores e aumentam as possibilidades de subir de colocação na tabela. Mas o egoísmo é um dos maiores empecilhos para alcançar um alvo comum. O pior é quando alguém se acha o máximo e quer ser a super estrela, que brilha mais que os outros, quer fazer tudo sozinho, não passa a bola para os companheiros e pensa que ninguém pode fazer gols como ele. Onde cada um joga para si, as chances de vitória vão se perdendo. E quando há discussões e diferenças dentro do time, a força vai se acabando, falta concentração para o jogo e os gols contra começam a acontecer.

Os crentes são conclamados a buscar a união com seus irmãos em Cristo: "esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz" (Ef 4.3). Junto com essa convocação à unidade a Bíblia também dá a receita de como ela deve ocorrer na prática: "Completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. Nada façais por partidarismo ou vangloria, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo" (Fp 2.2-3).

Evitando as faltas

Faltas são feias, desagradáveis e, muitas vezes, traiçoeiras, atrapalhando o fluxo do jogo. Muitos jogadores já foram expulsos de campo porque fizeram outro jogador sair do jogo carregado em uma maca. Depois de uma falta muitos jogadores ficam perturbados e não conseguem se concentrar. Perde-se tempo, os prejuízos podem ser grandes e todo o time acaba sofrendo.

Na Igreja de Jesus, infelizmente, também se cometem "faltas". Falar pelas costas e acusar injustamente são exemplos de faltas graves. Muitas vezes a inveja também entra no jogo. Mas o correto seria uma disposição sincera de ajudar os outros. Nenhum cristão renascido deveria faltar para com seu irmão ou irmã em Cristo, mas praticar o que diz Gaiatas 6.2: "Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo". Um cristão deveria viver como ensina a Carta aos Efésios: "assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor... e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave" (Ef 4:2, 5).

A torcida

Claro, existe ainda a torcida! Aquele povo todo que, nas arquibancadas, sabe dar palpites e criticar o que é feito em campo. "Mas como! Assim não dá! Por que não faz assim ou assado?" E se esses palpiteiros estivessem em campo? Como se comportariam? Certamente a maioria iria falhar vergonhosamente como jogador de futebol.

Nas igrejas cristãs, nas obras missionárias e nas organizações evangélicas costuma acontecer o mesmo. Como a vida dos pastores, missionários, obreiros, anciãos e diáconos é dificultada por aqueles membros que gostam de dar sugestões ou que pensam conhecer a melhor maneira de fazer o trabalho! Os líderes são obrigados a ouvir críticas, sugestões e palpites, suas decisões são questionadas, suas pregações nunca estão boas, seu relacionamento com os membros não é satisfatório. Curioso é que os ataques geralmente vêm daqueles que não ajudam, não põem a mão no arado. Muitos evangelistas abençoados, que têm apenas o desejo de pregar o claro Evangelho de Cristo, de levar muitas almas a Jesus, de propagar o amor de Deus, são freqüentemente criticados de forma extrema, como se nada de bom houvesse em sua pessoa e em seu ministério. O que eles pregam está errado, seus colaboradores não são os certos, seus métodos não agradam e tudo o que fazem não é correto. As missões que trabalham como o público gosta não ouvem muitas críticas, mas ai delas se não corresponderem às idéias pré-concebidas de seus ouvintes ou leitores! Uma enxurrada de e-mails, cartas e telefonemas desaba sobre elas! De repente, tudo o que fizeram de bom passa a ser desconsiderado, as ofensas são generalizadas, e o desânimo se abate sobre os obreiros.

Se reprovações e críticas tão duras acontecessem por erros graves, pela transgressão de normas claramente bíblicas, a indignação seria justificada, mas geralmente a insatisfação diz respeito a ninharias e coisas secundárias ou a simples diferenças de opinião. Para aqueles que sempre pensam saber tudo, a Palavra diz: "Quem és tu que julgas o servo alheio?”

O retorno

A seleção vencedora é entusiasticamente recebida por toda a nação quando volta para casa. Os repórteres lotam o aeroporto e entrevistam os membros da equipe. Muitas vezes o próprio presidente faz um discurso. O povo delira! Durante alguns dias a mídia exalta e enaltece a seleção vitoriosa.

Mas toda essa glória não é nada se comparada à glória de Jesus Cristo quando Ele voltar em triunfo para receber Seu povo. O mundo todo ficará em suspenso, e os que O esperam romperão em júbilo "quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado por todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho)" (2 Ts 1.10). "Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações" (l Pé 1.6).

Não esqueçamos que somente uma seleção pode ser a campeã do mundo! Mas o verdadeiro Vencedor é e continuará sendo apenas Jesus Cristo! Como fieis seguidores de seus ensinos e integrante de seu time vencedor somos os maiores beneficiários de sua vitória sobre todas as coisas!

Norbert Lieth

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