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Jean Wyllys abre mão de mandato e deixará o país




Por Sidnei Moura

O caricato deputado Jean Wyllys do PSOL anunciou hoje que está abrindo mão de seu novo mandato como deputado federal e que deixará o Brasil devido a ameaças que vem sofrendo.

Wyllys foi reeleito para um terceiro mandato como deputado federal pelo PSOL com apenas 24 mil votos, mas só se elegeu devido ao coeficiente eleitoral de seu partido.

Embora alegue que a motivação em abrir mão do mandato seja a onda de ameaças que passou a sofrer (e as ameaças são reais), o que acontece de fato é que o deputado perdeu relevância no cenário político mesmo no segmento com o qual pautou sua atuação: o próprio movimento LGBT não o vê mais como um representante idôneo. A atuação de Wyllys o reduziu a um mero politico caricato e folclórico.

Seu colega de partido, o deputado federal eleito Marcelo Freixo, que se elegeu com mais de 300 mil votos, também tem sido alvo de ameaças ainda até mais frequentes, mas aumentou substancialmente sua capacidade de expressão e representatividade tanto dentro do partido quanto entre movimentos de minorias.

É lamentável que o exercício da política partidária ou o ativismo ideológico em nosso pais tenha se tornado motivação para ameaças e atos de violência e intolerância. É importante que qualquer pessoa no exercício de seus direitos políticos comunique às autoridades qualquer fato dessa gravidade.

Ao abrir mão de seu mandato e deixar o Brasil, Wyllys comprova que de fato tornou-se uma figura irrelevante no cenário político, e embora  tenha discursado que lutaria bravamente contra o conservadorismo, provou-se incapaz de fazê-lo, o que torna seu discurso num amontoado de posições inócuas. Ao perder a relevância, perdeu também a credibilidade.

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