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Meu retorno ao rádio [2]

No último domingo, dia 28, retornei ao rádio após alguns anos longe dos microfones. 
Comecei no rádio com 16 anos - na ocasião, pertencia a uma denominação evangélica pentecostal, e meu irmão mais velho havia recentemente aceitado o convite para conhecer os estúdios da emissora onde a igreja mantinha um programa diário, ocasião em que também foi convidado a assumir a apresentação da programação em um dia da semana. 
Algum tempo depois, motivos de saúde o impediram de comparecer em um dia para apresentar, e o substitui. Naquele dia, eu que já era um admirador do rádio por apenas escutar diariamente, me apaixonei pelo trabalho, e tornei-me um dos apresentadores fixos da semana. 
Mesmo antes de começar, sempre ouvi elogios ao meu timbre de voz e a dicção que possuía: na igreja eu era sempre convidado pelos departamentos para apresentar e narrar em congressos e eventos, e minha ida para o rádio confirmou que tudo aquilo não era apenas um dom natural ou vocação, mas amor ao trabalho vocal…

Meu retorno ao rádio

Muitos de vocês sabem que antes de ingressar na faculdade de letras e me tornar professor fui radialista por nove anos, período em que atuei em mais de cinco emissoras de rádio em São Carlos e região e tive o privilégio de formar-me em radialismo - setor locução, pelo SENAC. O que vocês não sabiam - mas saberão a partir de agora! - é que depois de tanto tempo longe dos microfones estou retornando ao rádio. Nesse momento estou começando a produzir o conteúdo do programa de estreia, que irá ao ar ao vivo em breve. Nas próximas horas divulgarei mais detalhes.

Confiram spot do programa


Padrões de beleza feminina: a percepção das pessoas em diversos países do mundo

Um site inglês de médicos online encomendou uma pesquisa em diversos países do mundo sobre a percepção das pessoas quanto aos padrões de beleza do corpo feminino. O trabalho consistia em modificar por meio de computação gráfica a silhueta de uma modelo específica em uma foto, e assim obter os resultados por meio de votação e indicação dos participantes por países. Confira os resultados à partir da modelo inicial:










O advento da humildade

Tim Keller
Inúmeros teólogos, estudiosos e admiradores ressaltam as circunstâncias humildes do nascimento de Jesus: entre pastores, num tosco estábulo, um cocho servindo de berço. Quando Jesus tentou resumir por que as pessoas deveriam tomar a sua cruz ao segui-lo, disse que era por ele ser manso e humilde (Mt 11:29). Raramente, no entanto, exploramos todas as implicações da humildade radical de Jesus para nosso viver diário.
A humildade é crucial aos cristãos. Só podemos receber Cristo por meio da mansidão e humildade (Mt 5:3,5; 18:3,4). Jesus humilhou-se a si mesmo e foi exaltado por Deus (Fl 2:8-9); portanto, a alegria e a força por meio da humildade é a verdadeira dinâmica da vida cristã (Lc 14:11; 18:14; I Pe 5:5).
O ensino parece simples e óbvio. O problema é que precisamos de muita humildade para entender a humildade e de muito mais para resistir ao orgulho que vem tão naturalmente com a discussão deste assunto.
Estamos num terreno escorregadio, pois a humildade não pode ser al…

O mistério de Deus, a Igreja – a atuação do dinamismo divino pela Reforma Protestante

Na carta de Paulo aos cristãos em Éfeso, ao dirigir recomendações específicas de como viverem a sua vida de fé dentro dos parâmetros da vontade de Deus no contexto familiar, Paulo comparou mulher e marido ao que depois referiu-se como mistério: a igreja de Cristo. De acordo com o apóstolo, as mulheres deveriam sujeitar-se aos seus maridos no Senhor assim como a igreja está sujeita à cabeça da igreja – o Senhor Jesus Cristo.
Embora o próprio apóstolo reconheça que de certa forma a igreja constitui-se num profundo mistério, foi categórico em outras ocasiões ao afirmar que o grande mistério de Deus havia sido revelado através do sacrifício de Cristo na cruz. Em Colossensses 1:26, Paulo refere-se a igreja como “mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e que agora foi manifesto” com um único propósito: congregar em Cristo todas as coisas (Efésios 1:10). Assim, como propõe o próprio termo “igreja” o propósito de Deus gira em torno do alcance de cada ser humano com a mensagem do e…

O Bocado Molhado - o apelo final de Cristo à Judas Iscariotes

Queriote, localidade de Moabe (Jr 48.24), a pouco mais de vinte e dois quilômetros ao sul de Hebrom, e a vinte e cinco quilô­metros a oeste do mar Morto, era uma cidade como outra qual­quer, não fosse a referência a um de seus filhos — Judas Iscariotes, no hebraico Ish-Querioth, "Homem de Queriote". Escolhido para o colégio apostólico, Judas tinha nas mãos as mais inacreditáveis oportunidades; afinal de contas, Jesus o havia escolhido para um elevado ofício: cuidar das finanças do grupo apostólico. Certamen­te possuía características que justificassem sua escolha. 
Seguindo as pegadas de Judas durante o ministério público de Jesus, podemos delinear o perfil deste, que será lembrado por toda a história como o "traidor". Suas atitudes gananciosas revelam profundas feridas, veias maléficas que o acompa­nharam durante toda a vida. Judas era o único dos discípulos de Jesus que não provinha da Galiléia; era de Queriote, Judéia. Os habitantes da Judéia desprezavam os nat…

Infantolatria: as consequências de deixar a criança ser o centro da família

Raquel Paulino 
Além das complicações na vida dos filhos, como dificuldade de socialização e insegurança, deixar a criança comandar a dinâmica familiar pode prejudicar – e muito – o casal
As atividades da família são definidas em função dos filhos, assim como o cardápio de qualquer refeição. As músicas ouvidas no carro e os programas assistidos na televisão precisam acompanhar o gosto dos pequenos, nunca dos adultos. Em resumo, são as crianças que comandam o que acontece e o que deixa de acontecer em casa. Quando isso acontece e elas já têm mais de dois anos de idade, é hora de acender uma luz de alerta. Eis aí um caso de infantolatria.
“O processo de mudança nos conceitos de família iniciado no século 18 por Jean-Jacques Rousseau [filósofo suíço, um dos principais nomes do Iluminismo] chegou ao século 20 com a ‘religião da maternidade’, em que o bebê é um deus e a mãe, uma santa. Instituiu-se o que é uma boa mãe sob a crença de que ela é responsável e culpada por tudo que acontece na …